Casas de blogueiras: 3 ambientes decorados por elas

Vivi, no Rio de Janeiro, Ana, em Gravatá, PE, e Débora, em Curitiba. Elas mostram como aplicam as ideias em seus próprios lares. Confira

Além do gosto pela decoração, as três têm outra coisa em comum: escrevem sobre essa paixão para uma legião de seguidores. Elas mostram como aplicam as ideias em seus próprios lares e provam que, fora da internet, também merecem muitas curtidas!

Vivi Visentin

decorviva.com.br

“Muitas ideias, pouca grana. Me vi nesse dilema quando estava montando meu primeiro apartamento, há seis anos. Sou publicitária por formação, mas, naquela época, comecei a pesquisar sobre decoração e a escrever sobre o assunto no meu blog, Decorviva, e muita gente passou a curtir e a seguir. Hoje, trabalho em tempo integral como decoradora de interiores e editora. Aprendi a explorar as peças que têm valor afetivo, a garimpar bons itens, a combinar objetos que aparentemente não fazem muito sentido juntos e a abrir mão de algumas coisas para ter mais espaço na casa. Só não abro mão do verde! Herdei isso de minha mãe. Quanto mais plantas trago para cá, mais me sinto livre, desacelerada e feliz. Cuidar delas é um exercício de amor pela casa.”

Sustentabilidade criativa

Vivi não tem frescura quando o assunto é garimpar. “Achei este carretel em uma caçamba de lixo e o coloquei no carro sem pestanejar. Estava novinho, com a madeira linda!”, diz, referindo-se à peça à direita do sofá, que ela usa como mesinha lateral.

No compasso certo

“Recebo sempre muita gente, e a sala é a alma da casa”, conta a blogueira, justificando o capricho no visual do ambiente. “Ele passou por várias mudanças. Hoje, tenho gostado de uma decoração mais natural, com aspecto meio ‘detonado’, em que se perceba a ação do tempo nas coisas”, afirma. Daí a presença marcante da madeira e dos itens reaproveitados ou com história – caso do espelho com moldura ornamentada na estante, herdado da mãe. Mas não é só o passado que tem vez por aqui. Na rede, comprada em uma feira no bairro carioca de São Cristóvão, Vivi descansa e curte o presente, enquanto planeja os próximos passos – como a futura integração da sala com a cozinha.

Leves e soltos

“Já furei demais as paredes. Agora, os quadros ficam só apoiados”, conta. As peças estão expostas em prateleiras e até sobre a mesa de jantar. Aqui, o tapete listrado setoriza o trecho – um modelo liso faz o mesmo na área do estar.

Ana Medeiros

acasaqueaminhavoqueria.com.br

“Despertei para a decoração quando me mudei. Passei a adolescência morando com minha avó, e sempre a ouvi falar que queria ter um lar bonito em que pudesse receber as pessoas – só que ela nunca conseguiu realizar o sonho. Influenciada por essas conversas com ela, passei a almejar que a casinha em que hoje vivo e trabalho aqui em Gravatá, PE, tocando o blog e a loja virtual, fosse toda decorada, arrumada e organizada – daí o nome A Casa Que a Minha Vó Queria. Como gosto muito de cores, explorei diferentes tons nos ambientes, embora, no quarto dos meninos, tenha buscado um estilo mais minimalista, com muito branco e preto, seguindo uma tendência nórdica. Mas não sou fã de modismos – o mais importante para mim são os objetos com valor sentimental.”

Sotaque nordestino

Exigência dos meninos, que têm medo de escuro, a luminária em formato de cacto (25 x 11 x 39 cm*, de madeira paricá, com lâmpada de 25 W. Hurra!, R$ 130) faz referência à região em que a família vive.

Recanto dos filhotes

O dormitório de Vinicius e Bernardo foi o primeiro cômodo a ser decorado na casa nova para a qual Ana e cia. se mudaram recentemente. “A ideia foi montar um canto confortável e lúdico”, diz a mamãe, que encontrou a cabaninha na internet. Ainda que procure sempre ler com as crianças, ela instalou as praleteiras com livros de modo a deixá-las bem ao alcance dos pequenos – influência do método montessoriano de ensino.

Poucas e boas

Sempre muito ligada à cultura do faça você mesmo, a blogueira diz estar iniciando um novo ciclo. Mas ainda põe a mão na massa de vez em quando – ela fez questão, por exemplo, de cuidar da pintura azul na parede do quarto dos filhos. E ensina um macete: “Depois de delimitar com fita crepe o trecho que vai receber tinta, passe um pouco de massa corrida, com o dedo mesmo. O truque melhora o acabamento – essa camada fininha de massa faz com que o encontro dos trechos de cores diferentes fique retinho, sem aquele serrilhado”, conta.

Débora Alcântara

tudoorna.com

“Quando fiquei noiva e comprei meu apartamento, voltei o olhar para a decoração. Por causa do blog que faço com minhas duas irmãs, Tudo Orna, estou sempre pesquisando diferentes estilos. Então, passei a procurar referências para deixar o lar do jeito que queria. Aliás, pude aproveitar a experiência de uma das minhas irmãs, que tinha se casado dois anos antes e passado por essa fase. Meu gosto tende mais para o simples, com paleta neutra, deixando os pontos de cores para os acessórios, o que flexibiliza o décor e facilita as eventuais mudanças. Na cozinha, eu e meu marido queríamos uma parede de lousa para recados – até as manchas de giz são parte do encanto, pois remetem ao estilo escandinavo que gosto tanto, com sua leveza e caráter orgânico.”

Em cada detalhe

Dos puxadores do tipo concha ao azulejo subway tile (Metro White, 20 x 10 cm, da Eliane. C&C, R$ 42,90 cada) junto à bancada, tudo na cozinha reflete o estilo escandinavo, queridinho da blogueira.

É de coração

O afeto também tem papel de destaque – sempre à mostra, o conjunto de chá de porcelana foi o primeiro presente de casamento que Débora ganhou. “Meus primos o encontraram em uma loja no bairro da Liberdade, centro da cultura oriental em São Paulo”, conta.

Toque de chef

Débora pode ter comandado o projeto, mas o cozinheiro é o marido. Aliás, é dele também o desenho da ilha móvel, que o casal usa para refeições rápidas no dia a dia e que ainda serve de apoio quando recebem visitas. “Por ser vazada, não se torna uma barreira visual, mantendo a amplitude”, observa a blogueira.

*Largura x profundidade x altura. Preços pesquisados em fevereiro de 2017, sujeitos a alteração.

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