Apartamento de 65 m² com truques de aproveitamento de espaço

Projetos marcados pelo visual minimalista, podem ganhar personalidade e graça. É o que prova este apê decorado. Confira

Sem excessos, o estilo básico nunca sai de moda. Mas que tal apimentá-lo com detalhes surpreendentes e levantar o astral dos ambientes? Foi o que propôs a arquiteta Cecilia Belucci, de Campinas, SP, responsável por este apartamento-modelo da ACS Incorporadora. “Um pouco de ousadia deixa a decoração jovial, com mais personalidade”, afirma a profissional. Porém, nem só de aparência sustenta-se este projeto: ela precisou caprichar nas ideias para fazer render a área de 65 m², idealizada para acolher um família de quatro pessoas. Entre as soluções apresentadas, alguns dos trunfos foram a integração de ambientes e os móveis magrinhos e multifuncionais, desenhados e confeccionados sob medida.

Em 15 m², couberam duas salas e um home office

(Zé Gabriel/Minha Casa)

– Se você é do time daqueles que consideram um desperdício de espaço destinar um cômodo inteiro ao escritório, vai gostar desta alternativa. Aqui, a proposta foi derrubar uma parede, incorporando o quarto extra à sala, e encaixar  a bancada de trabalho  na nova configuração.   O canto escolhido foi o da janela, onde uma tábua espessa de madeira  fixada de ponta a ponta  no dente da alvenaria funciona como mesa.

(Zé Gabriel/Minha Casa)

– “Em ambientes integrados prefiro móveis baixos, que não barram  o olhar”, diz Cecilia,  que repetiu a solução do escritório para criar o rack – a prancha de mesmo material, 4 cm mais grossa, surge por baixo  da estrutura vizinha.

Do outro lado, fica o estar. Para delimitar os usos, a arquiteta investiu em dois sofás iguais, um de costas para o outro, e também em uma dupla de tapetes.

Ambientes unidos sim, mas bem delimitados e convidativos

(Zé Gabriel/Minha Casa)

Queridinha dos projetos integrados, a cozinha americana não precisa obrigatoriamente ter uma bancada de refeições. Neste caso, a peça escalada para separar os ambientes foi um balcão (1,80 x 0,30 x 0,90 m) que, na frente, não tem segredos; porém, na parte de trás, revela uma ótima sacada: dotado  de nichos laqueados  de amarelo, atua como estante na cozinha.

(Zé Gabriel/Minha Casa)

Pensando em otimizar a área de pouco mais de 2 m² destinada ao jantar, a arquiteta desenhou um conjunto com mesa  (1,30 x 0,50 x 0,80 m), banco (1,30 x 0,40 x 0,40 m) com futons e duas cadeiras – todos executados sob encomenda. “Com o assento fixo, ganhamos em circulação na passagem em frente”, comenta a profissional. Assim, conquistou-se  1 m livre para o corredor, que tem função de hall de entrada do apartamento.

O clima ficou mais aconchegante graças ao painel de laminado no padrão freijó (1,45 x  0,45 m, e 15 mm de espessura) colado na parede até a altura do balcão. Dali para cima, a superfície foi revestida de uma placa de espelho, que se encarrega de ampliar visualmente o espaço.

Foco na ampliação da ala social Foco na ampliação da ala social

– O canto da TV (1) foi montado no local em que a planta original previa um terceiro quarto – assim, a sala ganhou mais de 7 m².

– Na cozinha, as paredes também foram dispensadas e um móvel (2) com função de bancada e armário delimita as áreas.

Menos paredes para tudo ficar mais iluminado

Como não há janela na cozinha, Cecilia decidiu aproveitar ao máximo a luminosidade que vem da lavanderia, mantendo os cômodos totalmente abertos. Porém, como tanque e fogão ficam lado a lado, foi necessário prever uma barreira entre eles para evitar os respingos de água. A solução? Instalar ali uma divisória de vidro temperado que vai do piso ao teto.

(Zé Gabriel/Minha Casa)

Seguindo a proposta de clarear o espaço, a arquiteta apostou na marcenaria toda branca. Sob a pia, planejou um gabinete com gavetões (1,50 x 0,68 x 0,63 m) e, acima dela, dois armários aéreos com porta basculante (75 x 45 x 45 cm cada) – o mesmo modelo se repete na área de serviço –, além de dois nichos.

Os eletrodomésticos com acabamento em inox deixam o projeto com ar mais moderno.

Mobiliário bem pensado impede o desperdício de espaço

(Zé Gabriel/Minha Casa)

-Transformar oito metros quadrados em um quarto confortável para momentos de descanso e estudo de dois irmãos foi um desafio. Novamente, Cecilia encontrou a solução na marcenaria: do pé da bicama sai a escada que acessa o leito elevado a 1,70 m do piso. No vão livre abaixo dele, foi encaixado o canto de estudos. São duas estações que se conectam, acompanhando o encontro das paredes – uma mede 1,15 x 0,45 m, e a outra, 1,20 x 0,35 m.

(Zé Gabriel/Minha Casa)

-No quarto do casal, os olhares se voltam para a superfície atraás da cama. Um appel com estampa discreta e clarinha foi aplicado na região central, que corresponde à largura do colchão, fazendo as vezes de cabeceira – um arranjo de quadros alegra o conjunto. As duas laterais do revestimento se completam com faixas de espleho (0,45 x 1,60 m cada), que têm a altura calculada a partir do tampo dos criados-mudos.

(Zé Gabriel/Minha Casa)

-Funcional, o banheiro também ganhou uma forcinha da marcenaria. O espaço embaixo da pia de coluna pôde ser aproveitado graças a um gabinete com recorte que se encaixa na louça. A peça tem rodízios para facilitar a limpeza.

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