Casa de pescador vira recanto familiar

Era uma vez uma casinha... ...em uma ilha em plena capital fluminense. Pertencente a pescadores, a construção simples, cercada de verde, seduziu um casal de visitantes, que reinventou o projeto e fez dele seu doce lar

Parece mentira, mas da porta deste refúgio até um dos bairros mais movimentados do Rio de Janeiro levam-se quatro minutos de lancha. E foi preciso trocar o carro pela embarcação para que a supervisora de efeitos visuais Mariana Rocha, o marido, o engenheiro João Paulo Galvão, e a pequena Laura conquistassem mais qualidade de vida em uma ilha na Lagoa da Tijuca sem abrir mão da rotina de trabalho e estudo. “Encontramos o lugar ideal para viver perto da natureza”, comemora a moça. O caso de amor com o recanto começou em 2010, quando souberam da venda do imóvel de 35 m². “Deixamos de quitar um apê na cidade para arrematar a casinha.” Quem diria? Da singela edícula nasceu um sobrado de 100 m², que transformou a vida da família.

Arquitetura simples: a paisagem ao redor se encarrega da beleza

º Em bom estado, a estrutura antiga foi mantida e ampliada: cresceu verticalmente e avançou em direção à lagoa, com a projeção de uma generosa varanda e um terraço superior. As fachadas ganharam muitas aberturas, permitindo avistar o verde de todos os cômodos.

º O ar rústico, em harmonia com o entorno, pautou a ambientação. Mariana elegeu móveis de madeira, piso de cerâmica vermelha e tinta alaranjada para as paredes (Terracota Suave, ref. 326844, da Coral).

Tudo junto e iluminado

º No térreo, o espaço interno corresponde aos mesmos 35 m² da construção original, porém é agora todo integrado – com exceção do lavabo. A reforma ampliou visualmente a área e ainda garantiu um banho de luz natural. Na hora de demolir as paredes, foi preciso manter apenas uma viga e um pilar estruturais.

º A cozinha é demarcada pelo balcão americano, revestido de um colorido mosaico de pastilhas, acabamento que se repete no frontão da pia, e pelo piso cerâmico. Os demais ambientes são cobertos de cimento queimado, feito na obra, o que barateou o custo.

º Peças que contam histórias estão por toda a parte. A mesa de centro, de ferro e madeira de demolição, foi garimpada pela mãe de Mariana. Da família de João veio a placa de rua pregada acima da porta – sinalização original do local onde ele nasceu, resgatada de uma lixeira. O bufê é uma relíquia dos anos 1950.

º O lavabo simples tem seu charme: a pia se apoia em uma bancada de madeira ipê (2 x 0,30 x 0,07 m*), acompanhada de um revestimento cimentício que exibe acabamento em relevo. “Como usei apenas 12 placas, não saiu caro, e valorizou o ambiente”, diz. O espelho é uma janela de demolição.

Dormitório e home office compartilham o espaço confortável

º O acesso ao quarto de Mariana e João é quase uma biblioteca. A moradora aproveitou o corredor da entrada e instalou ali prateleiras soltas e estantes. “Sou bem apegada a livros e tenho muitos como referência para os meus projetos”, justifica.

º A cabeceira da cama é outra boa sacada da moça. Juntamente com um marceneiro, ela criou um armário estreito (25 cm de profundidade), com 1,50 m de altura, que toma a parede de ponta a ponta. Fechando o móvel, quatro portas de correr foram pintadas de branco e preto – e a família se diverte desenhando com giz na pintura escura.

º No teto, o forro de réguas de madeira reforça o conforto térmico e acústico, assim como a sensação de aconchego. 

º Seja na hora de relaxar, seja na de trabalhar, as atividades são privilegiadas pela paisagem da Lagoa, a partir da varanda, e da Pedra da Gávea, vista da janela do escritório.

Área multiplicada

º Aproveitando a estrutura existente e a reforçando com novas sapatas, a planta passou de 35 m² para 100 m².

º Paredes abaixo, o térreo agora só tem duas alvenarias divisórias: as que isolam o lavabo (1). Estar (2) e cozinha (3) são delimitados pela bancada americana e pelo piso.

º Novo, o segundo pavimento abriga a ala íntima, que conta com dois quartos, banheiro e terraço.

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