Cozinha é reformada sem quebra-quebra

A solução rápida e eficiente deste projeto em Porto Alegre foi trocar o mobiliário e as bancadas para que o espaço renascesse

Há dois anos, a aposentada Neusa Haussen se mudou para este apartamento e se deparou com uma cozinha antiquada e pouco prática. Sem coragem de encarar a quebradeira nem disposição para gastar muito, ela cancelou o plano de transformação. Isso até conhecer a designer de interiores Letícia Laurino Almeida, que prometeu entregar um espaço novinho em folha com o mínimo transtorno possível. “O que fez a diferença foi manter os revestimentos de piso e parede, que estavam preservados e agradavam à moradora – além de evitar entulho e poeira, a medida ainda resultou em economia para o bolso”, diz a profissional. O pulo do gato são os móveis, feitos sob medida para as necessidades dela.

 (Liane Neves/Minha Casa)

Branco e preto infalíveis
O mobiliário ultrapassado deu lugar à marcenaria de linhas retas e tons neutros. “As cores eleitas pela dona Neusa vêm acompanhadas de madeira, que esquenta o clima”, diz a designer. Na hora de projetar os armários, um estudo do espaço melhorou a capacidade de armazenamento, e a instalação levou em conta a praticidade ao limpar o piso: o vão sob o gabinete da pia é fechado com rodapé de compensado naval.

Também saiu de cena a bancada cinza. “A pedra preta dá um ar contemporâneo”, justifica Letícia. De mesmo material, o frontão ficou mais alto, com 31,5 cm.
O cooktop ganhou o direito de ficar – bastou retirá-lo e adequá-lo ao novo balcão. Para conquistar mais área livre, o escorredor de louça vai preso na parede.

Cantinhos bem ocupados

 (Arquivo Pessoal/Divulgação)

Até mesmo a mureta que divide cozinha e lavanderia foi aproveitada. “Propus a troca da velha divisória de vidro fixada na alvenaria pelos nichos que deixam os temperos à mão quando dona Neusa cozinha”, conta Letícia.

 (Liane Neves/Minha Casa)

Na área de serviço, outra boa sacada com marcenaria: no trecho estreito entre a porta e a janela, a designer instalou uma peça vertical para expor a coleção de canecas da dona do pedaço. ”Ela adorou poder exibir os objetos queridos, e isso ainda conferiu personalidade aos ambientes integrados”, comenta a profissional.

 (Arquivo Pessoal/Divulgação)

A parede oposta à do fogão é tomada por armários e pela geladeira. Como a moradora pediu mais superfícies de trabalho, a saída foi criar uma mesinha de apoio retrátil, escondida sob o micro-ondas.

 (Liane Neves/Minha Casa)

Passagem liberada

 (Ilustração Alice Campoy/Minha Casa)

O projeto prioriza a circulação, deixando desimpedida a parte central e a transição para a lavanderia. Os eletrodomésticos mantiveram seus postos, preservando a posição ideal de geladeira (1), fogão (2) e pia (3), em um triângulo imaginário.

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