Casa pré-fabricada de madeira com jeitinho de chalé

Após muita pesquisa, mãe e filho concluíram que instalar uma pré-fabricada de 100 m² no terreno de 12 x 30 m seria mais eficaz que reformar a antiga morada em São Gonçalo, RJ

Foram meses de investigação antes de iniciar a obra, que levou 240 dias para ficar pronta, três anos atrás. “Como nossa casa da década de 1950 nunca tinha sido atualizada, teríamos de mudar praticamente tudo, o que sairia muito caro”, conta o fotógrafo Diego Mello, filho da dona de casa Latife Mello. “Então minha mãe visitou uma amiga que mora em uma pré-fabricada e voltou encantada. Comprei a ideia e fomos atrás de informações.” A dupla visitou cinco fabricantes até se decidir pelo sistema chave na mão da Precasa, que recebeu um extra para demolir a edificação existente, aplainar o terreno e fazer as fundações. Uma arquiteta da empresa ajudou na troca dos acabamentos básicos por outros mais modernos. “A definição do mobiliário foi nossa”, diz o moço.

Nem tudo foram flores durante a execução da residência nova, feita de maçaranduba e angelim certificados. Isso porque mãe e filho continuaram vivendo no imóvel antigo: a metade dos fundos foi demolida a fim de abrir espaço para a montagem da pré-fabricada na parte de trás do terreno. Somente quando o chalé ficou pronto é que o restante da alvenaria velha foi abaixo. Para a manutenção da fachada, o fabricante recomenda renovar o verniz a cada quatro anos.

Os móveis da varanda, adquiridos durante uma viagem a Gramado, RS: funciona como fruteira o cesto de bambu Tex (29 cm de diâmetro, Etna). A lanterna decorativa está fora de linha. Todos os ambientes ganharam banho de loja – até os eletrodomésticos são zero-quilômetro. Já que Diego é alérgico e o clima fluminense quente, elegeu-se porcelanato para o piso, inclusive nos quartos.

Entre os azulejos de tom cru, a faixa de ladrilhos hidráulicos adiciona um toque rústico à cozinha, juntamente com os armários de madeira, produzidos sob medida.

Divisórias de alvenaria formam banheiros, lavanderia e cozinha, cujo balcão em L também é de tijolos. O tampo de carvalho (nas larguras de 1,02 m e 0,85 m, com 23 cm de profundidade) acomoda refeições rápidas e faz as vezes de aparador em dias de festa. Próximo à meia-parede, está alocada a área de jantar. A mesa de seis lugares revela um convidado pouco comum: em meio às cadeiras, um banco oferece assento.

Como a madeira escura sobressai em paredes e teto, móveis e revestimentos claros fazem o contraste em prol de amplitude. “Essa medida confere leveza aos espaços”, comenta Andréa Notini, arquiteta da Precasa. 

Objeto de desejo, o rústico criado-mudo com pintura estêncil pautou o colorido da decoração, que gira em torno do turquesa e do laranja. Outra preocupação de mãe e filho foi quanto ao conforto térmico da casa. Por isso, encomendaram ao fabricante paredes duplas, recheadas de manta térmica, e isolamento no telhado. Mesmo assim, os quartossão equipados com ar-condicionado.

Excessos são vetados no território de Diego. “Não gosto de ambientes entulhados. Guarda-roupa, cama, mesa de cabeceira, escrivaninha e estante resolveram a questão”, pondera o morador, que utiliza o dormitório também como home office. Encostar o box de casal em uma lateral multiplicou o espaço. Criado-mudo: cubo de madeira de demolição.

Azul, tinindo de lindo

Aplicadas em uma parede e no piso do boxe, as pastilhas de vidro produzem efeito decorativo e tiram o cômodo do lugar-comum. “Como são mais caras, a sacada é usá-las em alguns pontos para dar uma levantada no visual, sem estourar o orçamento”, orienta a arquiteta.

Quem pensa que o forro de madeira é problema na área úmida pode ficar tranquilo: o material foi protegido com verniz de uso industrial.

Pastilhas de vidro

Ref. VC-0014, de 3 x 3 cm, na cor Azul Cobalto, da Jatobá. Leroy Merlin

O canto de repouso de Latife se vestiu de romantismo graças às estampas florais da colcha e dos porta-travesseiros. Almofadas de tricô, confeccionadas por uma amiga, emprestam charme ao conjunto. Se, ao contrário deste caso, o aspecto da madeira aparente não for de seu agrado, saiba que é possível pintá-la, mas o processo dá trabalho. “Toda a superfície terá de ser lixada e preparada com seladora para então receber ao menos duas demãos  de tinta”, explica Laércio Pereira da Silva, engenheiro da Precasa. Recomenda-se o uso de esmalte à base de água ou do tipo sintético, porém vale lembrar que esse último exala um odor forte. Outra opção é cobrir as paredes com drywall (gesso acartonado) e aplicar a tinta, contudo perdemse alguns centímetros de área no ambiente.

A exemplo da sala, os móveis brancos predominam, como o baú aos pés do leito. Além de ser um banco, a peça guarda lençóis e toalhas de banho. Não faltam locais de armazenamento: a TV fica sobre uma cômoda repleta de gavetas. A superfície de alvenaria em frente à cama recebeu  (Rosa Rio, ref. 90RR 39/226, da Coral). “Achei que um pouco de cor deixaria a atmosfera mais alegre e destacaria o mobiliário”, conta a dona do pedaço.

As ideias eleitas para o banheiro social foram replicadas no da suíte – os quadradinhos de massa vítrea na área de banho são o centro das atenções. Aqui optou-se por uma mescla de marrons e beges. Comparecem ainda a mesma cuba de apoio, a bancada de mármore bege bahia, o boxe com porta de correr e os demais revestimentos. Que mulher não tem vidros de perfume, potes de creme e maquiagem? Eles não são vistos neste ambiente porque escondem-se atrás da porta do módulo aéreo. Pastilhas de vidro: Cristal miscelânea marrom (3 x 3 cm). Revestshop

A configuração original mudou a pedido dos moradores, que pagaram a mais por isso. Além de substituírem todos os revestimentos do pacote, Diego e Latife uniram a cozinha à sala pelo balcão (1). Ao trocar a posição do fogão (2), que ficaria onde hoje está a geladeira (3), foi possível instalar a coifa, aparelho de que fizeram questão.

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  1. Adriane Ferreira Ximenes

    Olá. tem os tamanhos dessa planta?

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  2. Barromeu Cacuima

    Por que NUNCA informa o valor de custo nem informam as cotações da planta baixa?

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