Para sonhar, bastam 8 m²

Definitivamente, tamanho não é documento: a prova é este quarto pequeno, mas tão bem pensado que abriga tudo o que é necessário – couberam até TV e rack em frente à cama. Só a sensação de aperto não tem lugar por aqui!

Jamais desanime se as medidas da planta parecerem espremidas demais. Com planejamento e boas ideias, é possível fazer milagre e criar ambientes muito confortáveis. Minhacasa confirma essa expectativa com um dormitório assinado pela arquiteta Thaisa Camargo, de São Paulo, que executou um projeto limitado pela metragem enxuta. Aqui, dividem a área uma cama de casal, um guarda-roupa para dois, uma mesinha de cabeceira, uma prateleira de apoio e até aparelho de TV e rack. Mas como fazer tudo isso caber e ainda alcançar a sensação de amplitude? Thaisa dá a receita: “Analise muito bem as medidas dos móveis, faça simulações antes de comprá-los e escale uma base neutra”. Para complementar, a alegria marca presença em toques de cor. E a cereja do bolo fica por conta da cabeceira pra lá de criativa: feita com rodapés de EVA, fácil, fácil de copiar.

Dormitório fluido e funcional

A área de circulação ao redor da cama é de 50 cm, pouco menos do que o padrão, mas suficiente para uma pessoa passar. A fim de não prejudicar a abertura do armário (1), coube apenas um criadomudo (2). A prateleira sobre a cabeceira pode servir de apoio a quem dorme do outro lado.

Atenção às medidas é fundamental

❚ Quem não adora café da manhã na cama? Pois essa bandeja não ocupa espaço depois do uso: ela se encaixa perfeitamente na lateral do criado-mudo. Uma duplinha e tanto!

❚ E para quem tem pouco lugar no armário, a base de cama box com baú é uma ótima aliada para guardar o enxoval. A dica é optar por um modelo dotado de pistão a gás, que dá aquela força na hora de abrir. 

❚ A escolha do tamanho do leito é fundamental para aproveitar a área. “O padrão de casal (1,38 x 1,88 m) está bem adequado à metragem deste quarto”, atesta Thaisa. Porém, se o seu conforto depender de um colchão mais espaçoso, a dica é dispensar os dois criados-mudos, usando apenas prateleiras ou peças laterais bem estreitinhas. 

❚ Reparou no belo caimento da colcha? Para conquistar esse efeito, a sugestão é comprar uma medida maior do que a indicada – aqui, usamos um modelo queen. 

❚ Um grande tapete de lã e juta (2,50 x 2 m) foi a aposta da arquiteta para aquecer a decoração. Ele deve ficar sob a cama e ultrapassar as laterais e os pés em 40 cm, para que você pise no quentinho logo ao acordar. 

❚ O vinil que imita madeira foi eleito para o piso. O arremate se dá com rodapé de EVA, mesmo tipo que compõe a cabeceira.

Suave mistura de cores

❚ Base neutra com branco e cinza não tem erro. Mas o ambiente encanta pelos detalhes em azul, amarelo e laranja. “Escolhi nuances que transitam entre o feminino e o masculino, deixando o projeto mais democrático, já que é para um casal”, afirma a arquiteta.

Em nome do bom uso da área

❚ Comprado pronto a fim de poupar tempo e dinheiro, o armário é compartilhado pelos moradores. As portas de correr foram fator determinante para a escolha: “Se fossem de abrir, ocupariam muito espaço e acabariam com a praticidade no dia a dia”, diz Thaisa

❚ Ainda pensando em não atrapalhar o uso do guarda-roupa, a prateleira que arremata a cabeceira termina poucos centímetros antes de encontrar o móvel. A peça pode ser presa com suporte invisível (caso a madeira esteja preparada para receber as ferragens internas) ou simplesmente com mãos-francesas.

❚ Ao pé da cama, um rack ganha a função de aparador. “Por ser mais baixinho, temos uma sensação de fluidez na passagem. Do contrário, poderia dar a impressão de um local entulhado”, comenta a profissional. A TV fica suspensa e tem a fiação embutida na alvenaria: “Rasgamos a parede e instalamos um conduíte por dentro”, explica. O quebra-quebra não está nos planos? Você pode optar por um painel de madeira ou drywall. “No entanto, o custo final pode ser mais alto”, alerta Thaisa.

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